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Gota a Gota: A Crise da Água e seu Impacto nas Crianças Negras e Indígenas no Brasil

  • 22 de mar. de 2024
  • 2 min de leitura

A água é vida, mas para muitas crianças negras e indígenas no Brasil, sua obtenção é uma batalha diária.


A gota dagua

Neste artigo, exploramos como a falta de acesso à água potável afeta desproporcionalmente essas crianças, aprofundando as desigualdades já existentes e comprometendo seu futuro.
Dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que, apesar do Brasil ser uma nação rica em recursos hídricos, muitas comunidades indígenas continuam sem acesso garantido à água potável. Um exemplo é a Comunidade Arroio Korá, em Paranhos-MS, que, apesar de estar em uma região abundante em recursos hídricos, enfrenta a falta de acesso à água potável. No sul do estado, mais de 500 famílias quilombolas em Canguçu enfrentam problemas no abastecimento de água potável há quase 10 anos, mesmo após uma decisão judicial em 2021 ordenando que a prefeitura resolvesse a situação.
Além disso, as Aldeias Indígenas Maxakali em Minas Gerais enfrentam condições desafiadoras, com águas que apresentam características físico-químicas e microbiológicas que as tornam impróprias para consumo humano.
Em Mato Grosso do Sul, diversas aldeias indígenas sofrem com a escassez de água potável, agravando ainda mais a vulnerabilidade das crianças negras e indígenas na região.
Na Região do Alto Solimões, no Amazonas, a situação não é diferente. Estima-se que 85% das 240 aldeias da região não possuem sistema de água potável, deixando as crianças expostas a condições insalubres e comprometendo sua saúde e desenvolvimento.
Para enfrentar essa crise, é essencial um esforço concertado em várias frentes. Isso inclui investimentos em infraestrutura hídrica e saneamento básico nas comunidades indígenas, bem como a implementação de políticas que garantam o acesso igualitário à água potável.
À medida que trabalhamos para superar os desafios da escassez de água potável, é imperativo reconhecer a interseccionalidade dessa questão e o impacto desproporcional que ela tem sobre as crianças negras e indígenas no Brasil. Somente através de um compromisso renovado com a justiça social e a igualdade podemos garantir que todas as crianças, independentemente de sua origem étnica, tenham acesso a um recurso tão fundamental para sua saúde e desenvolvimento.
 
 
 

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